domingo, 8 de agosto de 2010

Um tributo a você

Preciso eternizar você de alguma forma.
Quando olhei e te vi andando por aqueles escuros caminhos. Engraçada cena!
Por mais que tentasse te abordar sentia você cada vez mais distante, como se eu estivesse participando daquele seu momento com tantos outros entoalhados.
Seu jeito de andar era inconfundível, graças aos passos aprendidos na grande arena da vida.
O sorriso que você insistia em ostentar trazia explícita sua alegria em fazer cada dia seu uma realização única e intocável.
Algo havia de agitação em você, mas infelizmente não éramos grandes confidentes, somente transeuntes na vida de cada um.
Aquele encontro teve essa propriedade mágica, reuniu duas vidas tão diferentes!
Hilária sua aparente calma quando me reconheceu e mais inusitada ainda foi sua reação ao pedir que nada fosse dito, aos nossos irmãos! Difícil acreditar que você deixou de existir em parte, que tanta coisa tenha acabado, que o sorriso tornou-se momentaneamente triste de modo que pudesse repousar no berço da saudade de um futuro inexistente.
Todos ficamos consternados com a rapidez de seu retorno, no auge de seus 30 anos, mas não desejamos saber os motivos, pois teremos muito a fazer. Recordaremos cada instante de alegria que você nos proporcionou, de modo que você será eterno como Gilgamesh.
Já sinto saudades de você e tomando as dores, à moda da segunda geração romântica, faço saber ao mundo que mais uma lamparina pendurada na árvore do conhecimento e da verdade acaba de se apagar.

Homenagem a você doce amigo.

Originalmente escrito em 17/03/2010

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